terça-feira, 28 de julho de 2009

Ao seu lado me sentei

Levantei-me cedo e comecei a caminhar

Nada antes foi previsto

A brisa ainda dizia que daria tudo certo

A confiança estava nos poros do doente ressuscitado

E assustado

Ela mulher de família não sabia por qual porta estava se dispondo a entrar

Mas ao entrar deixou uma brecha em aberto

Amou-me como se nunca tivesse me visto antes

A inocência tomou-a por fora e por dentro

Mas naquela manha ao partir

Nem sequer me despedi

Meus olhos estavam fechados cegados pela dor

Que nem o tempo conseguiu curar

Na pele do cordeiro eu me revesti

E em forma de carta me tornei

Seu marido chegou e descobriu seu segredo

A mulher que tinha tudo, que conquistou tudo

Apaixonou-se por sua auxiliadora e companheira

Coitada dela o amor não escolhe coração nem a pessoa

Em sua total sutileza ela apenas desmaiou e deixou a morte se apossar de seu corpo

E eu continuei a caminhar com um sorriso brilhando em meu rosto.

sábado, 4 de julho de 2009

Leidenschaftlich Frenzy


O que poderia dizer eu, dos olhos fissionados nos meus como nunca se houve antes

Música de doçura inscontante, incontente de ver o invisível o incrível

Diga-me algo que não sei, diga me algo que vá além de sua imagem perfeita de deslumbre que queima no enxofre

Relembre-me o que é ser feliz sem querer sendo

Apenas por surpresa mostre o incontestável que esconde debaixo de seus olhares sagrados

Cante uma canção de ninar mas não vá embora no final não me assombre quando acabar não invada meus sonhos sem minha permissão

Não me puxe pelo casaco redirecionando o caminho que devo seguir

Não me deixe me perder em seu olhar que nada revela

Que oculta as mais belas vitimas do desejo e da reparação