terça-feira, 28 de julho de 2009

Ao seu lado me sentei

Levantei-me cedo e comecei a caminhar

Nada antes foi previsto

A brisa ainda dizia que daria tudo certo

A confiança estava nos poros do doente ressuscitado

E assustado

Ela mulher de família não sabia por qual porta estava se dispondo a entrar

Mas ao entrar deixou uma brecha em aberto

Amou-me como se nunca tivesse me visto antes

A inocência tomou-a por fora e por dentro

Mas naquela manha ao partir

Nem sequer me despedi

Meus olhos estavam fechados cegados pela dor

Que nem o tempo conseguiu curar

Na pele do cordeiro eu me revesti

E em forma de carta me tornei

Seu marido chegou e descobriu seu segredo

A mulher que tinha tudo, que conquistou tudo

Apaixonou-se por sua auxiliadora e companheira

Coitada dela o amor não escolhe coração nem a pessoa

Em sua total sutileza ela apenas desmaiou e deixou a morte se apossar de seu corpo

E eu continuei a caminhar com um sorriso brilhando em meu rosto.

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